Vale Reler - Buquê de Lágrimas - Capítulo 17 (Penúltimo)
quinta-feira, maio 09, 2019
Capítulo
17:
Cena
1: Hotel Courtyard by Marriott/ Quarto de Eric/ Interior/ Manhã.
Eric:
Eu
tenho que ligar para um colega meu.
Dionísia:
Eric,
você sabe quando vão invadir aquela boate?
Eric:
Se
a Helena tiver passado por todos os cômodos, eles irão invadir amanhã mesmo,
eles devem montar um plano de invasão hoje mesmo.
Camila:
Então
fala logo com a Helena, manda ela ir pro banheiro e pergunta ela se já passou
por todos os cômodos.
Eric:
Vou
fazer isso agora mesmo. –Pega o
microfone que dá acesso ao fone de Helena- Helena, vai pro banheiro pra
falar comigo.
Helena
vai para o banheiro, enquanto Eric e as mulheres acompanham tudo pela câmera.
Eric:
Você
já passou por todos os cômodos da boate?
Helena-(falando
baixo): Passei sim, amor. Por quê?
Eric:
Eu
vou comunicar para os policiais e amanhã com certeza eles irão invadir a boate.
Se for certeza mesmo, eu preciso te confirmar hoje e passar todas as instruções
para todas as vítimas.
Helena:
Vou
ficar no aguardo, meu amor, quando precisar, me chame.
Eric:
Ok,
agora sai do banheiro senão eles vão desconfiar. Ah, e eu preciso que você me
passe o número de pessoas que trabalham aí.
Helena:
Com
os dois patifes são 12 pessoas.
Eric:
Ok,
se cuida, amor, te amo.
Helena:
Também
te amo, meu lindo.
Eric
desliga o microfone, Dionísia e Camila sorriem.
Eric:
O
que foi?
Camila-(debochada):
Nada,
amor.
Dionísia:
Meu
lindo.
As
duas gargalham e Eric fica sem graça.
Cena
2: Caxias do Sul- RS/ Hospital Saúde/ Quarto de Jordânia/ Interior/ Manhã.
Isabel:
Você
não vai contar nada pra ninguém, sua preta desgraçada.
Jordânia:
Quer
apostar que não?
Isabel:
Não
porque eu vou te matar aqui mesmo, sua macaquinha.
Jordânia:
Como
você tem coragem de matar a sua filha?
Isabel-(sorrindo):
Filha?
Mas que filha, Jordânia? Você não é a minha filha, o único gosto que eu tive na
minha vida, foi ter tido uma filha branca, mas eu tive que trocar ela na
maternidade por você!
Jordânia-(chocada):
O
quê?
Isabel-(desabafando):
É
isso mesmo, Jordânia, eu traí o seu pai, tive uma filha branca e tive que
trocar ela na maternidade! Quer que eu desenhe? EU-NÃO-SOU-SUA-MÃE!
Jordânia-(lacrimejando):
A
senhora só pode estar ficando louca! Está falando isso pra me atingir...
Isabel:
Jamais,
queridinha, me convinha mais ficar com o seu pai do que aquele pé rapado que eu
tinha um caso.
Jordânia-(boquiaberta):
Para
de brincar com uma situação dessas, pare de me chantagear, mamãe!
Isabel-(grita):
Não
me chama disso, sua cadelinha negra!
Jordânia:
Eu
não acredito em você, tudo o que a senhora fez na vida, foi mentir e vai
continuar fazendo a mesma coisa.
Isabel:
Quer
fazer um exame de DNA pra ver se você é mesmo minha filha e do Jorge? Tenho
certeza de que você vai ter uma grande surpresa, querida.
Jordânia-(marejando):
Não,
não, não! Você não pode ter feito isso comigo, mamãe.
Isabel-(furiosa):
Para
de me chamar de mãe, eu não sou a sua mãe, você não é a minha filha, você não
merece me chamar de mãe, não mereceeeeeeeh.
Jordânia
assusta-se quando Isabel tenta abafá-la com o travesseiro, Jorge chega e tira
Isabel de cima da filha.
Jorge-(grita):
Para!
Por que você está fazendo isso, Isabel?
Jordânia-(olhos
lacrimejados/chocada): Porque eu descobri que ela tem um
caso com o Olavo bem antes de eu ser namorada dele, e ela acabou de me
confessar que não é a minha mãe.
Jorge
olha para Isabel, muito chocado.
Jorge-(abalado):
Isso
é verdade, Isabel?
Isabel-(farta):
É!
Jorge
fica paralisado, enquanto Isabel sorri feito uma louca.
Cena
3: Paramaribo- SME/ Lanchonete/ Interior/ Manhã.
Célia
olha para Maria Eduarda e Clara.
Célia:
Querida,
como vamos voltar com essas duas? Eu não tenho dinheiro pra elas.
Diana-(implorando):
Pelo
amor de Deus, liga pra minha mãe, pede dinheiro emprestado, liga pra quem for e
pede, eu prometo que eu pago.
Célia:
A
questão é que eu não sei quem posso pedir e quando eu saí de lá, sua mãe me
disse que estava passando por um problema financeiro grande, por isso não foi
atrás de você e eu decidi vir.
Diana:
Célia,
você é a minha única esperança, me ajuda? Eu fui pra casa de um homem que nem
conheço e estou dando esperanças falsas à ele, porque eu fugi de uma quadrilha
onde traficam pessoas.
Célia-(fingindo):
O
quê? Diana, você se meteu nisso também?
Diana:
Sim,
mas eu não fui porque quis, assim como a minha mãe, me enganaram!
Célia:
Olha,
faz o seguinte, hoje tem um vôo amanhã de manhã para o Brasil, fiquem na casa
desse homem até amanhã, tenho medo de
Diana-(segurando
a mão de Célia): Muito obrigada, Célia, você é uma amiga
maravilhosa.
Célia
encara Diana e dá um sorriso bem malicioso, porém disfarçado.
Célia:
De
nada, querida. Então vocês já podem ir porque eu vou pagar a conta. Mas peguem
um dinheiro pra pagarem as passagens de ônibus.
Célia
entrega um dinheiro para as meninas, que vão esperançosas.
Célia-(pensativa):
Eu
tenho até amanhã pra encontrar aquele homem da boate e entregar essas meninas
nas mãos dele!
Cena
4: Caxias do Sul- RS/ Hospital Saúde/ Quarto de Jordânia/ Interior/ Manhã.
Jorge:
Não
estou acreditando nisso, Isabel. Como você teve coragem de fazer isso comigo,
sua cadela?
Isabel:
Ai,
meu bem, se fosse um pouco mais inteligente, teria percebido que eu odeio
negros, ficar com você é conveniência.
Jorge
lança um tapa na cara de Isabel, que sorri descontroladamente.
Jorge-(chocado):
Meu
Deus, você está ficando louca, Isabel.
Isabel-(grita):
Louca,
louca, louca! Eu estou maluca e vocês vão ver como eu sou mais maluca ainda!
Isabel
empurra todos os aparelhos médicos no chão, a mulher começa a quebrar o local e
Jorge tenta pará-la, mas Isabel consegue atingir o homem com um dos aparelhos
na cabeça, desmaiando-o. Jordânia que está na cama, decide levantar-se, mas
está bem fraca. Isabel pega um vidro de gasolina e joga na poltrona.
Isabel-(sorrindo):
Encontro
vocês dois no inferno!
Isabel
pega um isqueiro e joga no sofá, que pega fogo, alguns funcionários chegam e
ficam chocados com o ocorrido. Jordânia grita pedindo socorro e Isabel pega um
canivete, ameaçando as pessoas.
Isabel:
Me
deixem passar ou eu furo algum de vocês.
Assustadas,
as pessoas deixam Isabel passar, ela foge do hospital e os funcionários acodem
Jordânia e Jorge, retirando-os do quarto.
Cena
5: Tarde. Paramaribo- SME/ Recepção/ Interior.
Célia
está entrando no local e Dionísia surpreende Célia, segurando o braço da
mulher.
Dionísia-(segura):
Você
sabe onde a minha filha está, eu exijo que você me fale.
Célia-(chocada/soltando-se):
Deixa
de ser louca, sua cadela, eu estava brincando com o que disse ontem!
Dionísia:
Engraçado,
a minha filha fugiu do bordel que ela estava ontem!
Célia-(despistando):
Então
foi apenas uma coincidência.
Dionísia-(indignada):
Você
é uma ordinária mesmo, Célia. Como você pode se transformar nesse lixo em tão
pouco tempo?
Célia:
O
desejo de vingança é a causa disso tudo e eu não sou mais lixo do que você,
aqui a única pessoa que tem o passado sujo é você!
Dionísia-(farta/grita):
Passado,
passado, passado e mais passado! Você não se cansa disso? Olha, você pode falar
o que quiser do meu passado, isso não vai mudar quem eu sou agora, já você,
está falando do meu passado e está se igualando à ele.
Célia:
Você
destruiu a vida de muitas pessoas e eu vou destruir a sua, isso não tem
comparação.
Dionísia:
Isso
á fato, mas é questão de caráter. Não mude de assunto e me diga onde a minha
filha tá!
Célia-(farta):
Você
nunca vai saber, Dionísia, eu nunca vou te contar onde a Diana estava, e sabe o
que mais? Eu acabei de me encontrar com ela e duas coleguinhas, não foram elas
que sumiram?
Dionísia
fica chocada com a frieza de Célia.
Dionísia:
Um
dia você vai se arrepender de tudo o que você está fazendo.
Célia:
Só
se eu morrer e não tiver acabado com a sua vida antes!
Eric
e Camila chegam, Célia vai andando, mas ela esconde-se atrás de uma parede.
Eric-(intrigado):
O
que estava acontecendo?
Dionísia:
Essa
desgraçada sabe onde a minha filha está e não quer falar.
Eric:
Falar
na sua filha, amanhã teremos que ir na boate, às 9 hrs da manhã.
Célia
dá um sorriso maquiavélico.
Célia-(pensando):
É
amanhã que eu vou completar uma parte da minha vingança!
Cena
6: Presídio Industrial de Caxias do Sul/ Banheiro/ Interior/ Tarde.
Benício
está tomando banho e fica surpreso ao ver Olavo.
Olavo-(debochando):
Você
é mais preto do que eu imaginava.
Benício:
Será
que eu não vou poder nem tomar banho em paz não?
Olavo:
Desgraçado,
você não vai viver em paz, eu vou acabar com a sua vida dentro desse lugar.
Um
carcereiro ouve tudo e depois se afasta dali, Olavo e Benício não percebem.
Benício:
Não
me faça voltar de novo para aquela cela maldita, porque eu vou acabar quebrando
essa sua carinha de play boy.
Olavo-(provocando):
Ah
vai? Então vem, vem que eu tô esperando...
Benício
finge que não está ouvindo e Olavo chega mais perto dele.
Olavo-(diabólico):
Além
de preto é surdo! Não tá me ouvindo não, neguinho?
Benício
olha para Olavo com raiva.
Olavo:
O
que foi? A escrava Isaura ficou com raiva?
Benício:
Não
me provoca, Olavo, eu sou capaz de sair daqui pelado e acabar com a sua vida
raça mesmo!
Olavo:
É
pra mim ter medo? Você sabe muito bem quem vai pra cela de castigo, te colocar
nessa cadeia foi a melhor coisa, foi uma bênção ter matado aquele negro
juntamente da Isabel e te colocar aqui.
O
delegado chega na hora com o carcereiro que estava ouvindo a conversa.
Delegado:
Fico
muito admirado com seu belo plano, Olavo, será que você não está no lugar certo
e o Benício no lugar errado?
Olavo
fica chocado com a chegada do delegado.
Olavo:
Não
é isso que o senhor ouviu.
Delegado:
Eu
ouvi claramente o que você disse. Senhor Benício, assim que acabar com seu
banho, o senhor pode ir à minha sala assim que terminar de tomar banho para ser
solto e poderá entrar com um processo contra o senhor Olavo à qualquer momento,
eu direi ao juiz tudo o que ocorreu, caso precise de mim.
Olavo
fica desesperado.
Olavo-(desnorteado):
Senhor
delegado, foi ele quem me obrigou a dizer isso, ele está me ameaçando.
Delegado-(grita):
Não
complique mais a sua situação, senhor Olavo!
Benício:
Enfim
a justiça foi feita, Olavo, eu estou saindo de onde eu nunca deveria ter
entrado. –Falando com o delegado- É
sério mesmo que eu já posso sair aqui?
Delegado:
Sim,
você pode sair daqui.
Benício:
E
a Isabel? O que vai acontecer com ela?
Delegado:
Bom,
ela será presa, porque ele confessou e no dia do crime, ela estava, é uma prova
e tanto.
Olavo
fica indignado com a atitude do delegado, enquanto Benício toma seu banho
sorridente.
Cena
7: Paramaribo- SME/ Casa de Gerald/ Sala/ Interior/ Tarde.
Gerald
chega encontra as meninas sentadas e conversando. O homem sorri.
Gerald:
Você
sabia que era isso que eu sempre quis ter, Diana? Chegar em casa, ter uma
pessoa pra ficar comigo e duas crianças alegres.
Diana-(disfarçando):
Sério?
Que bom então, Gerald, saiba que eu vou ser eternamente grata à você, eu não
tenho como te pagar mesmo.
Gerald:
A
única coisa que eu te peço, é que você tente ser feliz comigo, eu prometo te
fazer feliz.
Diana:
Olha,
eu não estou preparada pra isso agora, você sabe do que eu passei, eu já te
contei e aquilo que aconteceu naquela boate, me traumatizou muito, eu era muito
maltratada lá.
Gerald:
Mas
aqui você não vai ser, você tem o seu tempo e eu vou te respeitar. –Respira fundo- Bom, eu vou tomar um
banho e já volto.
Gerald
dá um beijo na cabeça de Diana e sai. Diana fica pensativa.
Diana-(pensando):
Mesmo
que ele seja um homem ruim, Deus, foi ele quem me ajudou, será que sair sem
falar nada, é o certo?
Maria
Eduarda e Clara encaram Diana.
Maria
Eduarda: O que foi, Diana?
Lágrimas
percorrem do rosto de Diana.
Diana-(disfarçando):
Eu
estou pensando na vida, na minha mãe, em tudo o que já aconteceu em tão pouco
tempo.
Clara:
Mas
já acabou, aquela mulher vai nos ajudar, você lembra que ela disse que vai
levar a gente pro Brasil?
Diana-(falando
baixo): Não fala isso alto, o Gerald pode ouvir.
Clara:
Desculpa.
Diana:
Olha,
eu estou me sentindo muito culpada em fazer isso, ele nos ajudou, mas eu tenho
que ir embora.
Maria
Eduarda: Ele deve nos entender.
Diana:
Será,
Duda? –Pensando- Ele é quase a mesma
coisa que o Ronald e o James, certamente ele vai ficar com ódio de mim, pois
ele escraviza pessoas.
Cena
8: Boate Sexy Body/ Alojamento/ Interior/ Tarde.
Helena
está sentada, ela pensa em vários momentos da sua vida.
Flashback:
Pisca:
Helena: O que você fez com a minha filha
que ela está assim?
Professora: Eu não fiz nada, só que ela
precisa te contar uma coisa.
Helena- nervosa: Fez sim, sua
maldita! Pois fique sabendo que a minha filha não volta aqui nunca mais.
Helena leva sua filha embora, a professora segue as duas até o
carro.
Professora: Quando chegar em casa,
pergunte pro seu marido o que aconteceu.
Helena- intrigada: Do que você
está falando?
Professora: Descubra você mesma, não é
uma ótima mãe?
Pisca:
Helena- sofrendo: Filha, por
favor, eu preciso de uma resposta sua, você está falando a verdade?
Helena chora inconsolavelmente e Maria Eduarda vira as costas,
frustrada.
Pisca:
Maria Eduarda: A senhora ama mais ele ou
eu?
Helena: Mas é claro que não.
Maria Eduarda: E por que não acredita em
mim?
Pisca:
Helena: Filha, posso conversar com você?
Maria Eduarda: Acho que a senhora prefere
conversar com o Ronald, ou estou enganada?
Helena: Para com isso, meu amor, você
sabe que eu te amo!
Maria Eduarda: O que adianta você me amar
se não acredita em mim?
Helena: Filha, você viu o seu
comportamento hoje de tarde? Disse que iria separar eu e o Ronald. O que eu
devo pensar?
Maria Eduarda: Isso agora pouco me
importa, eu só quero que a senhora me deixe em paz.
Helena começa a chorar e Maria Eduarda corre para o banheiro,
trancando a porta.
Helena: Filha, não faz isso comigo.
Maria Eduarda permanece calada.
Helena: Você não tem noção do quanto eu
amo você e o Ronald, vocês são as duas pessoas mais importantes da minha vida.
Maria Eduarda- voz de choro: Mas pelo visto,
a senhora ama mais ele!
Fim do flashback.
Os
olhos de Helena estão cheios de lágrimas, o que expressa todo o seu
arrependimento ao ter ignorado sua filha e ter dado atenção à uma pessoa que
jamais merecia. Helena dá um grito assustando todos em volta e expressando toda
a sua dor.
Helena-(pensando/vingativa):
Você
vai me pagar por tudo Ronald, cada minuto que nós fizemos a minha filha sofrer,
você vai me pagar, eu vou acabar com você!
Ronald
entra no alojamento e sorri ao ver Helena chorando.
Ronald:
Está
com saudades da filhinha, meu bem?
Helena-(olhos
marejados): O meu maior arrependimento foi ter te
conhecido, Ronald, eu vou acabar com você, vou destruir a sua vida, assim como
você fez comigo e com a minha filha.
Ronald-(diabólico):
Aqui
dentro? Você não tem nem uma arma pra sequer atirar em mim, Helena.
Helena:
Me
aguarde, Ronald.
Ronald
pega Helena pelo pescoço e enforca a mulher.
Ronald:
Tome
muito cuidado com o que você está planejando, Helena, na primeira tentativa de
fugir daqui, eu te mato como se tivesse matando uma formiga, porque eu sim posso
pisar em você, assim como posso fazer com todos esses daqui!
Ronald
solta o pescoço de Helena, que tosse.
Helena-(provocando):
Você
acredita em queda, Ronald?
Ronald-(intrigado):
Que
tipo de queda?
Helena:
Por
exemplo, eu tenho um império, depois ele acaba de uma hora pra outra!
Ronald-(curioso):
O
que você está querendo dizer com isso?
Helena:
Pra
quem sabe ler, um pingo é letra!
Ronald
olha para Helena, confuso.
Cena
9: O vídeo mostra imagens da noite se passando até se formar um novo dia. Hotel
Courtyard by Marriott/ Recepção/ Interior/ Manhã.
Eric,
Dionísia e Camila encontram-se no local. Célia está escondido observando-os
Eric:
Então
vamos?
Dionísia:
Vamos.
Camila:
Seja
o que Deus quiser.
Os
três retiram-se do local, e Célia vai atrás com muita astúcia.
Cena
10: Aeroporto Internacional de
Paramaribo-Zanderij/ Interior/ Manhã.
Maria Eduarda, Diana e Clara estão no local, sentadas à
espera de Célia.
Diana-(alegre): É hoje
que nós chegamos ao Brasil.
Clara-(esperançosa):
E
eu vou ter uma casa pra morar.
Maria
Eduarda: E eu vou ver a minha mãe depois de tanto tempo.
Diana
agacha em frente à Maria Eduarda e Clara.
Diana:
Mesmo
que a gente tenha sofrido, foi tão bom conhecer vocês duas, essa é a melhor
coisa que vou tirar desse lugar imundo.
Maria
Eduarda e Clara abraçam Diana, as três choram emocionadas.
Cena
11: Caxias do Sul/ Rua/ Manhã.
Isabel
está andando pela rua e fica surpresa ao encontrar Benício.
Benício:
Era
você mesmo que eu estava procurando.
Isabel:
O
que você teria pra falar comigo, Benício?
Benício:
Eu
queria saber porque a Jordânia não está no apartamento dela, por acaso a
senhora sabe onde ela está?
Isabel-(sorri):
Não
ficou sabendo, querido? Jordânia pediu perdão pra mim e pro pai dela, ela
voltou pra casa.
Benício-(chocado):
O
quê? Isso só pode ser mais uma de suas mentiras!
Isabel:
Tá
duvidando? Pois vá e comprove com seus próprios olhos, ela têm coisas para
falar com você, queridinho.
Benício-(decidido):
Eu
vou ir mesmo, e se ela tiver alguma coisa pra me falar, que ela fale.
Isabel:
Terá
uma grande surpresa, se quiser, eu te dou até uma carona.
Benício
dá as costas para Isabel e sai andando, a mulher olha para ele com muita fúria.
Isabel-(pensando/maléfica):
É
lá mesmo que eu vou matar você e todos, seu desgraçado!
Isabel
segue Benício.
Cena
12: Paramaribo- SME/ Boate Sexy Body/ Rua/ Manhã.
De
longe, Dionísia mostra a boate para Eric e Camila, um delegado vestido
casualmente, chega.
Dionísia-(falando
olhando para a boate): Senhor delegado, aquela ali que é a
boate onde a Helena está.
Delegado:
Sim,
ela está ciente de que vamos invadir essa boate, né?
Eric:
Sim,
ela está ciente de tudo e vamos pedir para ela avisar à todos as pessoas
traficadas que estão nessa boate.
Camila:
Delegado,
não tem perigo?
Delegado:
Olha,
senhorita, perigo tem, mas não podemos afirmar que todos sairão vivos de lá,
porque essa é a nossa expectativa.
Eric:
Eu
vou poder participar dessa invasão, né?
Delegado:
Sim,
já consegui uma autorização para que você participasse.
Célia
observa tudo de longe e vê os eles olhando para a boate.
Dionísia:
Vai
ser hoje de noite mesmo, né?
Delegado:
Sim,
vai ser, eu sugiro que todas vocês procurem um lugar novo para ficar, porque
pelo que fiquei sabendo, esse bandido sabe onde vocês estão, não custa nada ele
mandar alguém ir atrás de vocês, caso desconfie de alguma coisa.
Camila:
Acho
que ele não teria coragem de fazer isso, ele é pai do meu filho.
Delegado:
Esse
tipo de pessoa não poupa a vida de ninguém.
Eric,
Camila, Dionísia e o delegado vão embora, após sumirem, Célia vai em direção à
boate.
Cena
13: Boate Sexy Body/ Sala de Ronald/ Interior/ Manhã.
Ronald
fica surpreendido quando James entra com Célia em sua sala.
Célia-(estendendo
a mão): Olá, eu me chamo Célia!
Ronald
não estende a mão e olha fixamente para Célia.
Ronald-(desconfiado):
Quem
é você? O que você quer?
Célia:
Eu
vim falar algo que vai te interessar muito.
Ronald:
Acho
que você deve ter errado o lugar, não? Você não pode me dar nada de
interessante, eu não te conheço.
Célia-(sentando
na cadeira): Tenho certeza de que fugiram 3 meninas da
sua boate. Diana, Maria Eduarda e Clara, não foi?
Ronald-(intrigado):
O
que você quer? Por que veio até aqui me falar sobre isso?
Célia:
Olha,
não fica assustado, eu era amiga da Dionísia, ela já me contou que trabalhava
aqui e eu estou aqui por um motivo.
Ronald-(interessado):
Por
qual?
Célia:
Me
vingar dela por ter trago minha irmã para o tráfico e ter deixado ela morrer.
Ronald:
Você
sabe coisas demais, senhorita.
Célia:
Mas
eu posso ajudar demais também, não posso?
Ronald:
Onde
estão as 3?
Célia:
Nesse
exato momento, devem estar no aeroporto me esperando.
Ronald:
Como
você me garante que eu posso confiar em você?
Célia:
Se
você não confiar, vai se arrepender.
Ronald
encara Célia.
Cena
14: Tarde. Caxias do Sul/ Mansão Chermont/ Sala/ Interior.
A
empregada abre a porta e Benício entra, ele fica surpreso ao ver Jordânia e
Jorge na sala, a menina está com alguns curativos.
Benício:
Meu
amor, o que aconteceu?
Jordânia
e Benício se beijam.
Jordânia-(surpresa):
O
que aconteceu quem pergunta sou eu!
Benício:
Minha
inocência foi provada, mas eu quero saber de você, meu amor, o que aconteceu?
Jordânia:
Eu
fui atropelada, a Dalila fez isso.
Jorge
olha fixamente para Benício, que fica sem graça.
Jorge-(sem
graça): Eu vou deixar você à sós com minha filha, Benício!
Benício:
Não
precisa, seu Jorge, pode ficar.
Jorge:
Acho
que você não iria gostar da minha companhia.
Jordânia
olha aquela conversa emocionada.
Benício:
Acho
que o senhor que não gostaria de ter a minha companhia.
Jorge:
Olha,
Benício, eu errei tanto com você, eu fazia tudo aquilo pra agradar uma pessoa que
eu pensei que me amava, mas no final eu descobri que foi a pessoa que mais me
traiu!
Isabel
entra na casa surpreendendo a todos, ela tranca a porta e aponta uma arma para
Benício.
Isabel-(debochando):
Que
comovente, espero não ter atrapalhado o momento. (Gargalha)
Cena
15: Aeroporto Internacional de
Paramaribo-Zanderij/ Interior/ Tarde.
Célia chega no local, Diana e as meninas vão até ela.
Diana-(desesperada): Célia, o
que aconteceu?
Célia: Me perdoem, o
trânsito estava caótico, eu não consegui chegar à tempo. Vamos ter que
transferir o nosso vôo para hoje de noite.
Diana: Adiar de novo? Ai,
senhor.
Célia: Olha, me perdoa, não
foi culpa minha.
Diana: Vamos pra onde
agora?
Célia: Vamos ali no táxi
pegar as minhas malas e depois voltamos.
Célia, Maria Eduarda, Clara e Diana vão para fora, Célia leva
as meninas em um lugar de pouquíssimo movimento, Ronald surpreende as meninas
apontando uma arma.
Ronald: Olá, garotinhas.
Diana-(inconformada): Célia?
Você preparou uma armadilha pra gente.
Célia olha para Diana com sarcasmo.
Célia-(sorrindo): Sério
que você achou que eu ia te ajudar?
Ronald: Vou ensinar vocês
como não fugir de mim.
Diana-(aterrorizada): O que
você vai fazer com a gente?
Ronald: Sabe, eu tenho uma
casa bem velha no interior, não custa nada queimar ela com vocês dentro.
Célia-(chocada): Você
disse que iria poupar a vida delas.
Ronald-(gargalha): E você
acreditou.
Ronald retira uma silenciadora da cintura e atinge o peito de
Célia, que vai no chão. Maria Eduarda e Clara choram.
Ronald-(apontando a arma): Coloca
as algemas nas duas e depois eu vou colocar em você, Diana.
Ronald joga duas algemas e Diana algema as meninas. Ronald
algema Diana e faz elas entrarem no carro. Ronald assenta-se no banco para
dirigir o veiculo que tem um separador de aço entre os bancos da frente e os de
trás.
Ronald: Nem tentem fugir
pela porta de trás, eu tenho travas nelas.
Ronald sorri maleficamente e dá a partida.
Cena 16: Anoitece. Boate Sexy Body/ Salão/ Interior.
Helena está na boate e observa alguns homens entrando e andam
sorrateiramente atrás dos empregados da boate, ela percebe que são os
policiais, que estão vestidos com roupas normais. Helena fica chocada ao ver
Eric entrando com mais dois homens.
Helena-(pensando/preocupada): Ai, meu Deus, não deixa nada acontecer com o Eric.
Helena olha fixamente para Eric. Na porta entra o ultimo
cara, que vai pra trás de um empregado do bordel.
Helena-(pensando): É agora.
Todos os agentes policiais se olham e olham para Helena,
dando um sinal. Os policiais pegam os bandidos pelo pescoço e colocam a arma na
cabeça deles. James de sua sala, ouve um burburinho e olha pela câmera de sua
sala.
Cena 17: Boate Sexy Body/ Sala de James/ Interior/ Noite.
James olha para a tela do computador, desacreditado.
James-(desesperado): Eu não
acredito nisso.
James pega o telefone e liga para Ronald, que atende.
Ronald: O que foi?
James: A polícia invadiu a
boate.
Ronald-(perplexo): O quê?
James: Sim, estão todos
fugindo.
Ronald: Dê um jeito de
passar o telefone para a polícia.
James: Eu vou é fugir.
James deixa o telefone na mesa e foge por uma passagem
secreta em sua sala, depois de algum tempo, Helena chega na sala do homem e vê
o telefone fora do gancho, ela pega o aparelho e coloca no ouvido. Helena ouve
Ronald chamando James.
Helena: Olá, Ronald, o James
já ligou pra te contar?
Ronald: Não, mas acho que
você é quem não sabe quem está aqui comigo.
Helena ouve um grito de Maria Eduarda do outro lado da linha.
Ronald: Vai querer medir
forças?
Helena fica paralisada com a situação.
Continua...
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